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Pai do Meu Filho Não Me Deixa em Paz Episódio 25

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Pai do Meu Filho Não Me Deixa em Paz

Depois de deixar o pai e ficar com o filho, Julieta, filha legítima da família, retorna à Capital vindo do interior. Ela desmascara a hipocrisia da madrasta e a verdadeira face da meia-irmã, levando uma vida próspera e cheia de sucesso. Inesperadamente, o pai insistente do seu filho e Sua Alteza o Príncipe Gabriel, que ela nunca havia conhecido, ambos se oferecem para cuidar da criança!
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Crítica do episódio

A Fuga do Telhado e o Drama da Leitura

O protagonista de Pai do Meu Filho Não Me Deixa em Paz entra na cena como um fantasma noturno — primeiro espreitando do telhado com olhos arregalados, depois deslizando por uma janela como se fosse um gato curioso. Sua fuga dos guardas, com movimentos ágeis mas não perfeitos, revela mais nervosismo que habilidade; ele não é um guerreiro, é um homem em pânico, talvez até envergonhado. Ao invadir o quarto da mulher que lê tranquilamente, sua entrada é tão desajeitada quanto sua justificativa: ela levanta os olhos, surpresa, e ele já está com o rosto inchado, como se a vida tivesse dado um soco nele antes mesmo de entrar. A tensão entre eles não é romântica, é cômica e humana — ela o encara com uma mistura de irritação e pena, enquanto ele tenta manter a dignidade com um hematoma visível. O momento em que os guardas o arrastam embora, enquanto ela permanece imóvel, diz tudo: ele é o caos, ela é a ordem, e o telhado, a lua e as lanternas só testemunham mais uma noite de confusão familiar.

Quando o Inimigo Chega com um Sorriso e um Tapinha nas Costas

O segundo ato de *Pai do Meu Filho Não Me Deixa em Paz* mostra que o verdadeiro conflito não está na rua, mas dentro da sala — e no coração do protagonista com olheiras roxas. Após ser arrastado pelos guardas (como se fosse um gato relutante), ele é recebido por outro homem, vestido de preto, com um sorriso que parece ter sido ensaiado diante do espelho. A interação é genial: enquanto o protagonista ainda está atordoado, o outro faz reverências exageradas, ajusta seu cabelo com carinho e até dá tapinhas nas costas como se estivesse acalmando um cavalo assustado. Mas os olhos do protagonista? Cheios de suspeita, cansaço e uma leve vergonha. Ele sabe: esse não é um aliado, é um parceiro do caos. A atmosfera da sala — madeira polida, cortinas ondulantes, luzes quentes — contrasta com a tensão subterrânea. Ninguém grita, ninguém saca espada, mas o ar vibra com ironia. É aqui que compreendemos: o maior perigo não são os guardas, é a pessoa que diz 'calma, eu cuido disso' enquanto já planeja a próxima confusão.

O Herói que Escapa por um Fio e a Leitura Interrompida

A cena inicial de *Pai do Meu Filho Não Me Deixa em Paz* já revela o tom: um protagonista elegante, mas claramente desajeitado, enfrentando quatro guardas com cacetes — e, surpreendentemente, utilizando gestos teatrais em vez de força bruta. A tensão é cômica, não épica; ele não luta, ele *negocia* com as mãos, como se pedisse desculpas ao universo. Depois, a fuga pelos telhados, os olhos arregalados espiando entre tábuas, a queda desengonçada pela janela... tudo sugere um herói que não quer ser herói, apenas entrar sem ser notado. E então, lá está ela: uma mulher imersa num livro, iluminada por lanternas suaves, totalmente alheia à tempestade que entra pela janela. O choque dela ao ser abraçada de súbito — gritos, pânico, seguidos por uma expressão de 'ah, és tu outra vez?' — revela uma dinâmica já consolidada. Ele não é um invasor, é um incômodo familiar. A cena é menos sobre ação, mais sobre a arte de perturbar a paz alheia com estilo prateado e olheiras dramáticas.