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O Lobo Oculto do Velho Veterano Episódio 17

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A Última Chance

Alexa Lima confronta Danilo sobre o assassinato de seu pai e recusa-se a doar seu coração, mesmo sob pressão. Danilo ameaça Pedro Almeida com morte se ele falhar, enquanto Alexa é forçada a enfrentar a crueldade do sistema de classes que desvaloriza a vida dos pobres.Alexa conseguirá escapar das garras de Danilo e buscar justiça pelo seu pai?
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Crítica do episódio

O Lobo Oculto do Velho Veterano: Quando o Riso Rompe a Máscara do Poder

Há cenas que não precisam de diálogos para detonar o coração do público — e a sequência da caixa negra em *O Lobo Oculto do Velho Veterano* é uma delas. O que começa como uma cerimônia solene, quase funerária, termina como uma performance teatral de alta tensão emocional, onde o riso de Li Wei não é um gracejo, mas uma arma. E não qualquer arma: é uma bomba de relógio disfarçada de piada, cujo estopim foi acionado muito antes de ele entrar na cena. Para entender isso, precisamos voltar ao primeiro plano de Lin Xue, cujo rosto — apesar da maquiagem suave e do cabelo perfeitamente preso — carrega uma fissura invisível. Ela não está apenas nervosa; ela está *preparada*. Cada músculo do seu pescoço está tenso, suas mãos seguram a caixa com uma firmeza que denuncia treino, não apenas dever. Ela não é uma mensageira. Ela é uma portadora de segredos, e sabe que, ao cruzar aquele limiar, sua identidade será dissolvida na função que desempenha. O lenço branco na cabeça não é um sinal de luto — é um selo de anonimato. Enquanto ela avança, o vento leve faz uma mecha de cabelo escapar, e ela não a ajusta. Isso é intencional. É um pequeno ato de resistência: ela ainda é humana, ainda tem corpo, ainda respira. E é justamente essa humanidade que Li Wei vai explorar. Quando ele aparece, vestindo sua jaqueta com padrão circular — que, diga-se de passagem, lembra os antigos símbolos de proteção taoístas, invertidos —, ele não se comporta como um subordinado. Ele se comporta como quem já esteve *dentro* do jogo e saiu com as regras anotadas na memória. Seu primeiro gesto é erguer a mão direita, não em saudação, mas em *interrompção*. Ele corta o fluxo da cerimônia como se fosse um maestro que decide mudar a partitura no meio da sinfonia. E então ele fala. Novamente, sem áudio, mas com uma expressão facial que oscila entre o divertido e o cansado — como se estivesse repetindo uma frase que já disse mil vezes, mas que, desta vez, finalmente fará sentido. Ele olha para Feng Zhiyuan, que continua sentado, impassível, e então volta os olhos para Lin Xue. Há um instante de conexão visual que dura menos de um segundo, mas que carrega décadas de história não contada. Algo entre eles já aconteceu. Talvez ela tenha salvado sua vida. Talvez ele tenha traído a dela. O ponto é: eles se conhecem. E esse conhecimento é o que torna o que vem a seguir tão devastador. A tomada da caixa não é violenta — é *teatral*. Dois homens, vestidos de preto, surgem como sombras, agarram os braços de Lin Xue com precisão cirúrgica, e ela não luta. Não porque esteja indefesa, mas porque *sabe* que resistir agora seria inútil. Ela permite que a caixa seja tirada, e nesse momento, seu olhar se fixa no chão — não em derrota, mas em cálculo. Ela está esperando. Esperando o que? A resposta vem com o riso de Li Wei. Ele segura a caixa, a gira nas mãos, e então, com um movimento que parece casual, a deixa cair. O impacto é seco, mas o que realmente choca é o que sai dela: não ossos, não documentos, não armas — mas *pó branco*, que se espalha como fumaça sagrada. E então, enquanto Lin Xue cai de joelhos, ele se agacha ao lado dela, não para ajudá-la, mas para *olhar nos olhos dela*. E é aí que ele ri. Um riso que começa no peito, sobe pela garganta, e explode em sons curtos, quase infantis. Ele não está zombando dela. Ele está zombando do sistema. Do ritual. Da ideia de que uma caixa pode conter a verdade. E nesse riso, há libertação — não só dele, mas dela também. Feng Zhiyuan, até então imóvel, se levanta. Sua capa se abre como asas de um pássaro predador, e ele desce os degraus com uma lentidão que contrasta com a agitação ao seu redor. Ele não olha para Li Wei. Olha para a caixa no chão, para o pó espalhado, e então, finalmente, para Lin Xue. E o que ele faz? Ele se agacha. Não como um superior diante de uma inferior, mas como um igual diante de outro igual. Ele não fala. Apenas estende a mão — não para ajudá-la a levantar, mas para tocar o lenço branco em sua cabeça. Um gesto íntimo, quase profano em um contexto tão formal. E é nesse momento que o espectador entende: o lenço não é um símbolo de luto. É um selo de identidade. E ao tocá-lo, Feng Zhiyuan está reconhecendo quem ela realmente é — não a portadora da caixa, mas a guardiã do segredo que a caixa *tentou esconder*. *O Lobo Oculto do Velho Veterano*, nessa sequência, joga com nossas expectativas como um mestre de xadrez. Nós achamos que a caixa é o centro da história. Mas ela é apenas o véu. O verdadeiro conflito está entre três personagens que nunca se tocam, mas cujas sombras se entrelaçam em cada quadro: Lin Xue, que carrega o peso do passado; Li Wei, que ri para não chorar; e Feng Zhiyuan, que governa sem mover um dedo. E o mais impressionante é que, mesmo com toda a pompa do cenário — o trono dourado, as mulheres em qipaos vermelhos, as lanças com penachos —, a cena é dominada por *silêncios*. O silêncio de Lin Xue ao ser agarrada. O silêncio de Feng Zhiyuan ao se levantar. O silêncio que paira após o riso de Li Wei, como se o ar tivesse sido sugado do ambiente. Esse é o poder de *O Lobo Oculto do Velho Veterano*: ele não conta histórias com palavras. Ele as conta com pausas, com gestos, com o modo como uma caixa se abre e revela não o que esperávamos, mas o que *temíamos saber*. E no final, quando Lin Xue, ainda no chão, levanta os olhos e encontra os de Feng Zhiyuan, não há mais máscaras. Só duas pessoas, frente a frente, sabendo que o jogo acabou — e que a verdade, afinal, era mais simples do que parecia: ela nunca esteve na caixa. Estava neles.

O Lobo Oculto do Velho Veterano: A Caixa Negra e o Sorriso que Quebrou o Ritual

Nada como uma cerimônia tradicional para expor as rachaduras entre aparência e verdade — e é exatamente isso que *O Lobo Oculto do Velho Veterano* entrega com maestria nos seus primeiros minutos. A cena abre com Lin Xue, uma jovem de expressão frágil, mas determinada, avançando sobre um tapete vermelho como se caminhasse sobre vidro moído. Seu vestido preto, sobreposto a uma blusa branca imaculada, e o lenço branco na cabeça não são apenas vestimentas: são armaduras simbólicas, tentativas desesperadas de manter a dignidade diante de um mundo que já decidiu seu destino. Ela carrega uma caixa negra de madeira escura, ornamentada com relevos antigos — não é um simples objeto; é um testemunho, um juramento, talvez até uma sentença. Cada passo dela é lento, calculado, como se temesse que o chão pudesse ceder sob seus pés. Ao fundo, figuras em trajes formais observam com indiferença ou curiosidade contida; alguns usam óculos escuros, outros mantêm os olhos baixos, como se evitassem o peso daquilo que está prestes a acontecer. Enquanto isso, no alto do pódio, sentado num trono dourado cujas patas lembram dragões entrelaçados, está Feng Zhiyuan — o protagonista central, cuja presença domina o quadro mesmo sem mover um músculo. Ele veste um terno cinza-escuro, com capa preta forrada de pele sintética e um broche em forma de cervo no peito, detalhe que parece inocente, mas que, ao longo da narrativa, revelará ser um símbolo de lealdade ancestral. Seu olhar é calmo, quase ausente, como se estivesse observando um jogo que já conhece de cor. Mas há algo nos seus olhos — uma leve tensão nas sobrancelhas, um piscar mais lento que o normal — que sugere que ele está, sim, atento. E quando Lin Xue se aproxima, ele levanta a mão direita, não em gesto de parada, mas de convite silencioso. É nesse momento que o espectador percebe: este não é um julgamento, é um teste. Um ritual disfarçado de cerimônia, onde cada movimento é codificado, cada palavra, omitida. Aí entra Li Wei — o homem de jaqueta preta com padrão circular prateado, colarinho aberto e camisa estampada por baixo, que parece ter saído de um clube noturno dos anos 90, mas com a postura de quem já viu demais. Ele não caminha; ele *entra* na cena, como se tivesse sido convidado por alguém que não estava lá. Sua entrada é teatral, mas não forçada: ele sorri, acena com a cabeça, e então, com uma leve inclinação, posiciona-se diante de Lin Xue. O contraste entre os dois é brutal: ela, imóvel, presa ao protocolo; ele, fluido, desafiando-o com cada gesto. Ele fala — e aqui o vídeo não nos dá áudio, mas sua boca se move com uma cadência que só pode ser sarcástica, provocadora, talvez até divertida. Ele aponta para a caixa, depois para ela, depois para Feng Zhiyuan, como se estivesse explicando uma piada que só ele entende. E então, num movimento que parece espontâneo, mas que claramente foi ensaiado mil vezes, ele estende a mão — não para pegar a caixa, mas para *tocá-la*. Não é um gesto de respeito. É um gesto de posse. Lin Xue recua, quase imperceptivelmente. Seus olhos se arregalam, não de medo, mas de choque — como se aquela leve pressão na lateral da caixa tivesse ativado um mecanismo interno. E então, como se respondendo a um sinal invisível, dois homens surgem de trás dela, agarrando seus braços com firmeza, mas sem violência excessiva. Ela grita — ou tenta gritar — mas sua voz é abafada pela própria respiração ofegante. A caixa é arrancada de suas mãos, e Li Wei a segura com ambas as mãos, como se fosse um troféu recém-conquistado. Ele ri. Um riso largo, aberto, que revela dentes brancos e uma confiança que beira a arrogância. Mas há algo estranho nesse riso: ele não é cruel. É… aliviado. Como se ele tivesse acabado de resolver um enigma que o atormentava há anos. A caixa é jogada no chão. O impacto é seco, metálico — e então, em câmera lenta, ela se abre, liberando uma nuvem de pó branco, que se espalha pelo tapete vermelho como neve em pleno verão. Fragmentos de madeira voam, e dentro, visível por um instante, há um papel amarelado, com caracteres antigos, e algo que brilha — talvez um selo de cera, talvez um cristal. Lin Xue cai de joelhos, não por ordem, mas por fraqueza. Seus olhos estão cheios de lágrimas, mas não de dor — de descrença. Ela olha para Feng Zhiyuan, como se buscasse nele uma explicação, uma justificativa. Ele, porém, permanece imóvel. Só agora, ao final da sequência, ele se levanta. Não com pressa, mas com uma gravidade que transforma o ar ao seu redor. Ele desce os degraus, e ao passar por Li Wei, não diz nada. Apenas olha para ele — e nesse olhar, há reconhecimento. Não de inimigo, mas de igual. De alguém que também sabe o que está dentro da caixa. E é nesse momento que *O Lobo Oculto do Velho Veterano* revela sua primeira grande jogada: a caixa nunca foi o objetivo. Era apenas o isco. O verdadeiro segredo está no silêncio de Feng Zhiyuan, na risada de Li Wei, e na maneira como Lin Xue, mesmo caída, ainda segura o lenço branco com força, como se ele fosse a única coisa que resta dela. O cenário, aliás, merece atenção. O templo — ou palácio — onde tudo ocorre é ricamente decorado, com lanternas vermelhas penduradas, placas com caligrafia dourada, e estátuas de leões de pedra guardando o acesso. Mas há um detalhe que poucos notam: os azulejos do chão têm inscrições em relevo, que, quando vistas de certo ângulo, formam um mapa estelar. Isso não é mero adorno. É um código. E quem está familiarizado com as tramas de *O Lobo Oculto do Velho Veterano* sabe que mapas estelares são frequentemente usados para marcar locais de sepultamento de artefatos antigos — ou de pessoas que deveriam estar mortas. Será que Lin Xue não está entregando uma caixa, mas *libertando* alguém? E será que Li Wei, com seu riso tão descontraído, não é um aliado disfarçado, mas o próprio executor da última etapa do plano? A cena termina com Feng Zhiyuan parado diante de Lin Xue, que ainda está no chão. Ele se agacha — um gesto raro, quase íntimo — e, sem tocar nela, diz algo. A câmera foca em seus lábios, mas não captura o som. O que importa é a reação dela: sua respiração para, seus olhos se fecham por um segundo, e então ela assente. Um único movimento, quase imperceptível. Mas suficiente para mudar tudo. Porque nesse instante, o espectador entende: o ritual não foi cancelado. Foi *reconfigurado*. E *O Lobo Oculto do Velho Veterano*, mais uma vez, nos lembra que, em mundos onde a honra é negociável e a lealdade é uma moeda falsa, o verdadeiro poder não está no trono dourado — está naquele que sabe quando *não* falar.